Um pulo no Panamá

12/11/2011

A ideia de dar um pulo em Panamá City surgiu após comprarmos nossa passagem Brasília – Panamá – Los Angeles. O tempo de conexão no Panamá seria de 09 horas, chegaríamos 09:48 e sairíamos 18:48. O que fazer com tanto tempo disponível? Depois de lermos alguns blogs, resolvemos fazer um city tour. Inclusive, já é prática dos que transitam pelas longas conexões no Areopuerto Internacional de Tocumen. Tínhamos um roteiro com algumas sugestões de passeios, mas a decisão ocorreu somente quando pegamos o transporte. Mas vamos a primeira parada dessa aventura: Brasília.

Chegamos à capital federal por volta de 09 horas, cansados, pois o voo ainda fez conexão em Belo Horizonte, no Aeroporto de Confins, o que nos propiciou provar o pão de queijo mineiro. Pegamos um táxi em BSB rumo ao Mercure, só que por uma coincidência, o motorista havia nos deixado no Mercure errado. Ainda bem que eram próximos. Saímos arrastando nossa mala a pé por alguns metros. Chegamos ao Hotel e apagamos. No final da tarde, vimos de nossa janela um Shopping, o Brasília Shopping, e descemos até lá para jantar. Na verdade, o que me chamou a atenção foi a loja da Etna, pois eu ainda não a conhecia. Jantamos no Risotti D’oro. Muito bom. Escolhemos Risotti D’oro Funghi com Filé Mignon – R$ 23,00/individual e Risotto Portugal. Após o jantar e uma rápida olhada nas vitrines, resolvemos procurar uma padaria ou supermercado para comprar itens para um café da manhã rápido, pois nosso voo sairia 06:40 do dia seguinte, rumo ao Panamá. O segurança do shopping nos informou que havia um supermercado a três quadras dali. Começamos a andar e nada… Quando colocamos no GPS, ficava a 1,7km de distância. Já era noite, estávamos temerosos, mas também éramos teimosos e continuamos a pé até o Carrefour. Compramos os itens do café e da ceia antes de dormir. A dificuldade foi conseguir um táxi, pois estávamos em uma rua que quase não passava nenhum. Retornamos ao Hotel, fizemos um lanche, e dormimos na companhia de um filme ruim que passava na tv.

Às 03:30 já estávamos de pé, tomamos café, fizemos check out, chamamos um táxi e às 04:23 da madrugada já nos encontrávamos na fila do check in da Copa Airlines. Embarcamos, nos acomodamos, um filme na tv e veio o lanche. Aliás, era um baita lanche. Ficamos impressionados. Difícil era ir ao banheiro, pois a moça que sentou na poltrona do corredor, dormiu a viagem quase toda. E durante a viagem quase toda, eu senti fortes dores no estômago, não creio que tenha sido da comida, mas a dor fez com que eu pouco dormisse durante o voo. Descobrimos outros brasileiros que também fariam city tour no Panamá e até tínhamos a intenção de combinar de ir com eles, mas depois do desembarque não nos encontramos mais. Descobrimos com eles, ainda durante o voo, que tínhamos de preencher os dois formulários da Autoridad Nacional de Aduanas para apresentarmos aos oficiais no momento da saída do aeroporto.

Para deixar o aeroporto você precisa passar pela imigração. Sentimos certo medo de deixar o aeroporto, pois estávamos com todos os dólares e cartões de crédito que usaríamos nos EUA. E se fossemos roubados? Eu estava mais otimista e apostei que valeria a pena dar um pulo em Panamá City. Dividimos o dinheiro e o escondemos pelos bolsos e nas bolsas de mão que carregávamos. Passamos pela imigração, apresentamos os formulários e tivemos nosso passaporte carimbado.

Com um portunhol bem arranhado, nos dirigimos ao Centro de Informações Turísticas que tem dentro do Aeroporto. Eles nos ofertaram uma opção de passeio que levaria 05 horas. Temerosos, preferimos uma opção de passeio mais curta, então a moça do balcão nos indicou os taxistas credenciados. Ela apontou para um senhor que nos levou até uma van. O preço do passeio por 4 horas seria $ 80.00. Apesar de a moeda local ser o Balboa, ela equivale ao dólar americano. Ainda receosos, resolvemos embarcar na aventura. Quem quer uma opção mais tranquila, o shopping Metromall faz traslado gratuito de ida e volta até o aeroporto. Entramos na van e conhecemos o motorista Israel. O começo da viagem foi bem tenso, pois o homem não falava nada, limitava-se a dirigir. Enquanto isso, eu e meu noivo nos entreolhávamos desconfiados. Algumas palavras sobre chuva (lá chove todo dia), sobre música brasileira (tocava cada pérola no estilo É o Tchan) e nada mais… E chegamos à porta de entrada do Canal do Panamá. Israel parou o carro em frente à placa e ofereceu-se para tirar uma foto nossa. Pronto, começávamos a “quebrar o gelo”.

Caía uma chuvinha chata e insistente. Chegamos ao Centro de Visitantes Miraflores que data do ano 2000. Sobe-se uma escada até chegar à bilheteria. Como era sábado, havia muita gente. Antes de comprar o ingresso, Israel me alertou para que eu comprasse o ticket de $ 8.00 dólares por pessoa, que dava acesso ao museu no piso térreo. Ele perguntou também se tínhamos carteira de estudante para pagarmos meia-entrada. Pablo tinha, eu não. Comprados os ingressos, fomos até o piso superior admirar o canal. Nossa, tinha muito turista. Realmente o canal é uma obra que impressiona, e os panamenhos se orgulham muito de tê-lo construído.

O canal foi construído para unir os oceanos Atlântico e Pacífico.  O início da obra deu-se em 1880 com os franceses, mas por problemas financeiros e enfermidades não conseguiram concluí-lo. Em 1903, quando o Panamá tornou-se independente, finalizou a obra junto com os EUA, que administrou o canal até 1999, ano em que o Panamá assumiu completamente a operação, administração e manutenção do Canal.

Não tivemos a sorte de ver nenhum navio fazendo a travessia. Enquanto os turistas observam o canal, há um narrador contando fatos, causos e os números dessa obra grandiosa em inglês e espanhol. Descemos para o pavimento térreo, onde está localizado o museu. Passei na catraca e quando eu estava adentrando, notei que o Pablo ficou. O ticket dele não servia para entrar no museu, o meu também não, mas o leitor de códigos de barras entendeu que sim. Logo veio o Israel e descobriu sabe o quê? Que eu havia comprado o ingresso errado, apesar de ele ter me alertado antes. Pronto, depois desse episódio, Israel passou o restante da viagem tirando onda comigo. Quebrou-se o gelo.

Do canal, fomos para um lugar muito bonito chamado Causeway de Amador. Antes, Israel perguntou se havíamos tomado café, pelo que respondemos que sim, e ele parou em um mercadinho e voltou com 02 sacos de pão de forma. Ficamos sem entender, achávamos que ele levaria para casa. Trata-se de calçadão construído com o material extraído da construção do Canal do Panamá conectando 04 ilhas: Naos, Culebra, Perico e Flamenco. Fizemos uma parada no ponto onde é possível avistar a Ponte das Américas, bem como a única entrada e saída dos navios que querem usar o Canal do Panamá. O calçadão é excelente para a pratica de esportes, bastante usado por famílias e turistas como opção de lazer. Uma coisa curiosa é que os panamenhos tem sua bandeira bastante presente nas casas, ruas, comércios, talvez um costume herdado dos EUA.

Paramos na ilha Flamenco, a última das 04 ilhas e que segundo Israel, era a mais bonita. E era bonita mesmo. Uma baía com muitas embarcações atracadas, um calçadão, um shopping com Duty Free, restaurantes e muitos turistas.

Enfim, descobrimos o propósito dos pães, jogá-los na água e alimentar um cardume de peixes famintos a disputa-los entre si e com os meliantes, os pássaros da região. Mas eis que ocorreu mais uma falha de atenção minha… derrubei um dos sacos de pão nas pedras, o que me rendeu o apelido de Lelé e muitas gargalhadas do Israel e do Pablo. Tomamos um sorvete delicioso na Dolce Idea (02 bolas $ 4.00), o de Ferrero Rocher era uma d-e-l-í-c-i-a. Provei também o de cereja, só o coitado do Israel que não teve sorte, também, foi escolher sorvete de pinha.

Para finalizar, fizemos um passeio de carro pela Costa Del Leste, zona imobiliária de prédios imponentes, muitos hotéis e prédios comerciais. E assim, chegamos ao fim do passeio de 3,5 horas, que nos custou $ 100.00, pois demos uma gorjetinha ao Israel.

Passamos pela imigração, almoçamos no Teriaki (comida chinesa) e aguardamos mais 03 horas até o voo sair. A fila do embarque estava uma bagunça. Tínhamos mais 6,5 horas de voo até nossa próxima parada, Los Angeles.

Brasília:

>> Mercure: Setor Hoteleiro Norte, Quadra 5 – CEP: 70710-300 Brasília

>> Brasília Shopping:  CN Qd 05 BL. A – CEP: 70715-900 Tel: (61) 2109-2122. O Risotti D’oro fica localizado no Brasília Shopping.

Panamá City:

>> Servicio de Transporte Turistico: Israel Arauz R. (507) 6981-1648

>> Dolce Idea: Isla Flamenco, Panama.

One comment

  1. Ai amiga, não consegui parar de rir na hora que li sobre as mísicas que o motorista escuta, É o Tchan é o fim, kkkkkkkkkkkkkkk.

    Estou aguardando o restante da viagem viu.
    Bjs

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