Impressões sobre a Oktoberfest…

P1014949Eu fui e não poderia deixar de registrar minhas impressões sobre a festa… Vou começar com aquele homem horrível que puseram nos cartazes e folders do evento. Olha, o homem parecia mais um árabe. Nada a ver com cearense, nem com alemão, nem com nada.

Bom, cheguei sábado a tarde e fui direto pra praça de Guaramiranga, pro meio da muvuca, pois alguns amigos participariam da corrida Drink & Run. Chegando lá, havia uma multidão nunca vista antes, conforme relato dos moradores da cidade. Eu mesma, que ando lá desde 2001, nunca vi tanta gente e, principalmente, tanto jovem. As fantasias eram boas demais: tinha quadrilha junina, homem de fralda, homem tomate, o Kiko, Chaves, Noiva, Palhaço, e alguns apapagaiados (enfeitados) que eram indecifráveis. Tinha uma fila enorme de pessoas esperando a caneca, que era o ingresso da corrida, mais uma camisa que você ganhava do evento. Tudo bem, fui por ali comer um pastel, bater papo enquanto a corrida não começava…quando ouço o estouro do que parecia ser o começo da corrida. E era! Aí foram vários problemas: 1º A fila pra receber a caneca e participar da corrida, ainda não tinha terminado, inclusive meus amigos ainda estavam nela. 2º O percurso era na rua principal, em meio a carros e espectadores, e além do mais, era mão e contra-mão, ou seja, você corria pra um lado, depois voltava pelo mesmo caminho, então era uma confusão de gente indo e voltando! 3º A confusão se instaurou na fila por que nem todas as pessoas inscritas puderam correr, pois as canecas tinham acabado e uma pessoa havia ido buscar um novo lote. 4º O que significa que venderam demais. 5º Então, os organizadores tiveram que dar um prêmio de consolação pra quem não havia corrido. Os atletas esquecidos ganharam 05 tickets de chopp, o que somava a quantia de R$25,00, enquanto o ingresso (caneca e camisa) havia custado R$30,00, ou seja, saíram no lucro, pois é como se a caneca tivesse custado R$5,00. eheheheh Eu soube de gente que adorou ter sido o último da fila 🙂 Eu soube também – não sei se é verdade – que não houve prêmio para o vencedor da corrida, que eram 60 tickets de chopp. Aí foi sacanagem, por que o vencedor de uma corrida esculhambada dessa, merecia era mais que isso! Enfim, só posso dizer a caneca era muito, muito bonita! Bem trabalhada, show de bola. Até quis comprar, mas aqui não cabe mais tanta quinquilharia…

Então, voltamos para o chalé, lanchamos e voltamos pra farra. Eram 20 horas. A peleja começou logo pra estacionar. As ruas de Guaramiranga são estreitas. Aí você imagina numa rua de mão só, seu carro indo em um sentido e um ônibus vindo do outro. Sobra pra fila de carros darem ré pro ônibus passar.  E se prepare pra estacionar longe. Então, fomos direto pra fila da festa. Enorme, por sinal. Isso pra comprar o ingresso. Mas não culpo o evento, por que você poderia comprar o ingresso antecipado. R$5,00 ou R$2,00 + 01kg de alimento não perecível. Enfim, entramos. Até que eles montaram uma estrutura bacana, com banheiros químicos e bares. Só era ruim por que era na areia avermelhada onde a poeira subia. A impaciência começou logo pra comprar o ticket da cerveja. Fomos pra um bar, as fichas acabaram, aí fomos pra outro. Demora, gente furando a fila, raiva aumentando…e pra completar, quem comprasse 10 tickets deveria ganhar um copo de cerveja da Sol. Pensa que tinha?! Lógico, que não! Mas os cartazes estavam pendurados com o anúncio. Enfim…melhor era beber. Mas até isso era difícil. Teve horas em que conseguir encher o copo era como correr uma maratona. Ah! Eu mencionei não foi, que era chopp Sol?! Aguadooooooo! Só desceu por que tava gelado. Tinha heineken também, mas por R$5,00 com 100ml a menos. A festa foi lotando, lotando…então pararam de vender ingressos. Foram sensatos com essa medida. Sei por que alguns amigos que foram depois de nós não conseguiram entrar. Falemos então das bandas. Apresentação de João Rufino, que chamou a Banda Fritz Marsch pro palco. Banda cearense com vestes e músicas alemãs. Fraaaaaca! Groovytown foi a melhor. Tocou samba rock! Aí entrou o Falcão. Umas piadinhas aqui, outra ali, repertório de corno…é, era hora de ir embora! E fomos! Chegamos nem a ver a Cavalinho Branco! Acho que não perdemos muito, pelo que nos contaram. Depois ainda comemos um spaghetti à carbonara com um vinhozinho pra encerrar a noite.

No dia seguinte, fomos comprar cerveja na cidade pra acompanhar o churrasco. Não tinha mais! Isso! Acabou-se a cerveja da cidade. Nada não, bebe-se outra coisa. E o churrasco se estendeu até a noite. Mas não foi isso que não nos fez ir à festa final, foi um engarrafamento de 02 horas que nossos amigos levaram pra voltar de Guaramiranga até o chalé. Era melhor beber em “casa” mesmo.

Guaramiranga ainda não está preparada pra receber tanta gente. Não tinha cerveja suficiente, nem hospedagem, nem estacionamento, nem estrutura. Quanto à organização do evento, também não estava preparada pra receber tamanho público. Espero que ambos se preparem para o próximo Oktoberfest!

6 comments

  1. Se não tivesse as bandas com influência alemã aí não seria uma oktoberfest, seria uma “festa da cerveja”… e tinha de ter alguma coisa alemã além da cerveja! rs! quem conhece um pouco da cultura alemã e já foi à oktoberfest na própria alemanha sabe que é assim mesmo, tem a parte bem folclórica da festa; ainda tem mais, fantasias exóticas, algumas bizarras, o desfile é um show de cultura e arte! se tinham alemães lá acho que eles se identificaram, pois pelo que ouvi tocaram as músicas mais “batidas” de oktoberfest… E a cavalinho deu um show! perdeu, viu?!
    Espero em outubro estar aqui no ceará! 😉 Vamos todos!

  2. Eliane,
    Acho que você não entendeu, ou não quis entender, os pontos destacados da festa. Relatei aqui o meu ponto de vista e daqueles que conviveram comigo na Oktoberfest. Vamos lá! Primeiro: Você já viu os cartazes das outras Oktoberfest? Não vou muito longe. A de Blumenau, por exemplo. São coloridos, convidativos, nem sequer são fotos, são desenhos. Enfim, festivos como a festa. E sim, tem loiras nele. Só não sei se são oxigenadas! Enfim, o cartaz da versão cearense da festa não retratou o espírito do evento. Não quis ofender os árabes. E mesmo se fosse um árabe, não representaria o povo cearense, muito menos a festa. Como narra José de Alencar, somos filhos de índios com portugueses… Segundo: Quanto as filas, desorganização e propaganda enganosa – me refiro ao cartaz oferecendo um brinde que não existia – elas existem sim, mas quem gosta delas? Quem gostaria de passar meia hora pra comprar uma ficha e mais meia hora pra encher um copo de chopp? A gente enfrenta fila por que é o jeito, não por que gosta. Terceiro: Não sabia que os músicos da banda Groovytown eram a mesma Fritz Marsch…só sei que quando eles tocaram como Fritz Marsch o público murchou. Acho que se eles soubessem que receberiam essa reação, ou a falta dela, eles teriam tocado somente como Groovytown. Não falei da banda por que ela é cearense! O repertório sofrido e sem graça é que estava ruim. Acho que nem mesmo os alemães se identificaram com as músicas. Quanto a Cavalinho Branco, reproduzi o que escutei vindo de várias pessoas: Era ruim mesmo! Fazer o quê!
    Se você fizer parte da organização, leve em consideração. Aliás, acho difícil! Você deveria não só assistir Ratatouille, mas aprender com ele. Dessa vez, aprenda com o próprio ratinho que é um exemplo de humildade. E com sua licença, farei um trocadilho inspirado no filme: “todo mundo pode opinar”.

  3. Aécio,
    Deixei minha impressão registrada não pra desmerecer a festa, nem mesmo os organizadores. Pelo contrário, parabenizo a quem teve essa ideia de trazer uma versão de uma festa tão bem vista e conhecida pra nossa “suiça cearense”. Relatei mesmo os sufocos, as insatisfações e pedidos não só meu, mais de muitos amigos que foram. E fique certo que nós voltaremos! Não tinha como vocês imaginarem tanto público, tanta gente sedenta por cerveja e música 🙂 Culpo também a cidade que não tem estrutura. Mas é isso! Certeza de sucesso, mais ainda, pra vocês na próxima Oktoberfest!

  4. Ratatouille (o filme, Pixar), lembra do crítico…? A crítica nos indica onde erramos ou onde deixamos de atender adequadamente.
    Sempre necessária para a evolução do “fazer bem feito”.
    Mas, o crítico deve sempre ter a responsabilidade de analisar bem o alvo a ser abordado. Usar um critério que possa aprimorar as ações para uma próxima oportunidade.
    Assim, o comentário poderia ter uma base de análise e uma avaliação mais detalhada.
    A “Oktoberfest Guaramiranga 2009” foi a primeira edição e, o comparecimento do público, pelo visto, excedeu qualquer expectativa. Flagrante manifestação de que há uma lacuna na diversão dos Cearenses. Ponto positivo para a cidade e a região, onde seus cidadãos tiveram a oportunidade de complementarem ganhos em relação a sua deficiência econômica.
    Pergunto: que biótipo deveria estar na foto da mídia da “Oktoberfest Guaramiranga 2009”? Uma loura oxigenada?!! Lembre-se que a fisionomia árabe é natural no Ceará, uma vez que houve forte colonização árabe (creio que não seja necessária a lembrança de alguns nomes de famílias famosas do Ceará).
    Quanto a filas, lembramos que nos carnavais, micaretas, forrós, Oktoberfest de Blumenau, ou seja, festas onde há um grande público existem os pontos e horas de gargalos! (o que sempre deverá ser melhorado!)
    Quando a crítica é responsável, mais uma vez, deverá ter sua análise responsável.
    A banda cearense “Fritz Marsch”, como foi divulgado, foi formada para o evento e, tinha um propósito cultural. Formada por cearenses foi a única banda que tocou somente músicas alemãs. E, se houvesse uma análise mais detalhada, poderia se observar que os músicos da banda eram músicos da “Groovytown”.
    Quanto às atrações cearenses, lembrar que a festa tinha um slogan: “Uma festa alemã com sotaque cearense”, e este era o seu propósito.
    E, criticar sem mesmo dar atenção sobre o que se escreve: “Chegamos nem a ver a Cavalinho Branco! Acho que não perdemos muito, pelo que nos contaram.”, não é técnico e nem elegante!
    Podemos evoluir muito com um filme infantil como “Ratatouille” e também muito com a crítica!

  5. Cara,

    Aqui quero agradecer suas impressões, críticas e comentários da 1a Oktoberfest do Norte Nordeste, em Guaramiranga. Pecamos em vários pontos e estamos cientes do que precisamos melhorar, evitar e estruturar para 2010. Espero vocês em 2010 com mais cerveja, mais comida, mais bandas e diversidade e mais novidades…Aécio Santiago, ORGANIZAÇÃO

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