Brasília e o visto

O principal objetivo de nossa ida a Brasília era a entrevista na Embaixada Americana para tentarmos obter o visto de turista.  Precisávamos preencher o restante dos dias visitando um lugar inesquecível… Eis que fomos parar na Chapada dos Veadeiros, aventura a ser contada em capítulo posterior.

18 de maio de 2010

Chegamos a Brasília.  Aquela paradinha no Giraffa’s para forrar o estômago, já que não se servem mais lanches em viagens de avião como antigamente. Friozinho agradável em BSB. Bom para tomar vinho acompanhado de frios e colocar o papo em dia com nossos amigos anfitriões. Dormir cedo pra bater perna no outro dia…

19 de maio de 2010

Acordamos com aquela preguiça, já meio tarde. Uma leve caminhada em um dos parques da Asa Norte – não faltam locais agradáveis em Brasília para a prática de esportes. Quase hora do almoço e uma indecisão sobre onde almoçar… optamos pelo bom e velho cardápio regional. Restaurante Xique-Xique. Carne de sol completa, suculenta e macia acompanhada de paçoca, arroz, macaxeira, feijão de corda e temperos à parte para deleitar por cima de tudo, manteiga da terra e cheiro verde picadinho. O prato serviu muito bem três pessoas e custou R$ 50,00. Para encerar, sorvetinho artesanal na Sorbê – R$ 5,00/bola. Experimentei Nutella, Trufa de chocolate, Iogurte com framboesa e doce de leite. Bom demais, gente!

A digestão aconteceu com um passeio educativo no Museu Nacional da República, exposição: Lucio Costa – arquiteto. Trata-se de um passeio com maquetes, vídeos explicativos, fotos, documentários e painéis colocando o visitante em contato com o contexto do nascimento de Brasília.  Após o passeio, merecido descanso.

À noite fomos assistir ao jogo do São Paulo no bar SFBR – Sociedade Futeboleira do Brasil. Barzinho de torcedores com muitas flâmulas penduradas, telões e animação. Homem paga R$ 30,00 e Mulher R$ 15,00 a serem gastos em consumação. Dois jogos eram transmitidos ao mesmo tempo, ou seja, quatro torcidas diferentes dividindo o mesmo espaço lotado. Foi divertido! Enquanto isso, aguardávamos um casal de amigos que também viajaria conosco. Eles desembarcaram em BSB e alugaram o carro no qual viajaríamos para Alto Paraíso. Cerveja Heineken 600ml por R$ 5,50, Caldereta da Sol por R$ 43,45, Erdinger por R$ 18,00 e de acompanhamentos, bolinho de bacalhau – R$ 19,90/porção e pra encerrar, caldo verde – R$ 7,00. Hora de dormir, pois a temida entrevista do visto seria no dia seguinte.

>> Xique-Xique: 708 Norte, bloco D – lojas 35/49 – Asa Norte. Tel: (61) 3274-2810

>> Sorbê: CLN 405, Bloco C, Loja 41, Tel: (61) 3447-4158 e 3201-4158

>> SFBR: 303 Sul, bloco A – loja 31 – Asa Sul Tel: (61) 3224-3225

 20 de maio de 2010 – parte I

Bom, acordamos muito cedo e, sem tomar café, fomos direto à Embaixada Americana, sede Brasília. Minha entrevista estava marcada as 07:35h. Fui sem bolsa, apenas com uma pasta, pois sequer podíamos entrar com celular. Cheguei e na minha fila não havia ninguém, então me dirigi diretamente a uma mesa para conferência do papel do agendamento. Solicitaram que eu me dirigisse ao portão de entrada, e, para minha surpresa, como eu estava com uma blusa frouxa do tipo bata, antes de adentrar ao portão, solicitaram que levantasse a blusa. Prevenida que sou, estava de camiseta por baixo. Bom, lemos muitos posts do Orkut relatos de outras pessoas quanto a esse dia. Alguns disseram que era importante estar bem vestido. Não creio nisso, agora lógico, em santa consciência ninguém vai um estabelecimento sério de roupa de praia ou bermudão e camiseta.

Entrei, fui direto para a 1ª fila, a de entrega dos documentos. Pasta em mãos com tudo, declaração do Imposto de Renda, contra cheques, extratos bancários, documentos do apartamento, previdência privada, etc. Somente os três primeiros foram solicitados. Ofereci a moça mais alguma coisa e ela respondeu que não necessitava.

Sentei na área de espera de olho no painel eletrônico, atenta a chamada da minha senha para a próxima etapa. Enquanto isso, meu noivo, cujo horário estava marcado para 08:00hs, havia entrado e estava na fila inicial para entrega dos documentos. E sentada, fiquei esperando, esperando e nada do meu número… Chamaram números anteriores, posteriores e nada. Foi me batendo uma angústia. Meu noivo, cuja senha era posterior a minha, fora chamado para coletar as digitais. E o meu desespero crescia. Até que enfim, me chamaram para a coleta das dez digitais. De volta à área de espera, com a mesma senha, alguns instantes a mais até a próxima etapa, a entrevista. A entrevista acontece em guichês separados da área comum por painéis verticais. Em pé, através do vidro, o agente consular, americano, faz os questionamentos em português. A segurança é formada por policiais brasileiros. Enquanto você aguarda sua vez, acompanha as pessoas que vão saindo e seus semblantes de felicidade ou desapontamento. Alguns saem revoltados. É um processo subjetivo.

Meu noivo foi chamado para a entrevista antes de mim. Eu estava a roer unhas. Alguns poucos minutos depois de ele ter se dirigido a cabine, meu número apareceu no painel indicando o guichê. Nós nos cruzamos no estreito corredor das cabines quando meu noivo diz: “A moça vai te chamar para sermos entrevistados juntos”. Só que já tinham me chamado para um guichê diferente. Eu fiquei desbaratinada. Não sabia se voltava e esperava me chamarem novamente, hesitei, mas fui para o guichê indicado no painel. A policial atrás de mim soprou: “Você vai estragar tudo” e eu sem entender, perguntei ao agente consular: “Vocês vão chamar meu noivo?”, e ele perguntou “O quê?!”, e eu, na minha santa paciência, respondi: “Esquece, esquece, esquece” em tom até ríspido. O agente consular do meu guichê conversou algo com a agente do guichê vizinho, a que tinha entrevistado meu noivo, que por sinal, ele me disse depois que ela era bem capciosa. E chamaram meu noivo para o guichê no qual eu estava. Nós parecíamos um coral respondendo as perguntas. Não foram muitas, só 03 ou 04, do tipo: “Vocês moram com quem?”, “O que essa empresa na qual você trabalha faz?”, “Vocês vão fazer o que em Las Vegas?”. Enquanto isso, o agente consular digita, digita, come fruta, digita e diz: “Seus vistos foram concedidos, boa viagem.” Uhuuuuuhuhu! Sensação de tirar um boi das costas. Depois, pagamos a taxa do Sedex, para que o passaporte com a folha do visto fosse entregue em nosso endereço, e saímos correndo dali, atrás do que comer, pois não havíamos tomado café da manhã. Até tinha uma lanchonete dentro da embaixada, mas eu não queria gastar nenhum minuto a mais ali dentro. O ambiente do carrinho de lanches lá fora era bem menos tenso. Após a saga do visto, fomos direto pra Alto Paraíso de Goiás, uma das cidades da Chapada dos Veadeiros.

4 comments

  1. Pablo disse que eles fazem algumas perguntas do tipo quanto você está levando, o que pretende fazer e lá.

  2. Angel… imagino o alívio depois disso… e o desembarque lá é tranquilo? O q o Pablo disse?!

  3. Que tenso Angel, acho que vou marcar minha entrevista na quinta antes do carnaval no Rio! tomara q dê certo e valeu pelas dicas bjs!

  4. Ai amiga, adoro ler suas histórias, estou louca para ler sobre a Chapada dos Veadeiro e ver as fotos é claro, posta logo vai, estou ansiosa, kkkkk.
    Bjs

    Haaaaaaa, na minha opinião você deveria postar a viagem para Las Vegas em tempo real, assim não me deixava angustiada como agora, kkkkkkkkkkkk

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